Asked By: Hunter Perry Date: created: Jul 13 2023

Tem como ter alergia a tinta guache

Answered By: Isaiah Young Date: created: Jul 16 2023

Pinturas e maquiagem em crianças para o carnaval podem causar alergia Olá Pessoal, É frequente a dúvida a respeito do que pode ou não ser usado na pele das crianças, já que desenhos na pele são comuns nas festas infantis, principalmente nessa época de Carnaval,

  • Até os cinco são os pais que devem aplicar os produtos, daí em diante a criança pode usar sozinha, mas sempre com supervisão.
  • A diferença é que tudo que é feito para crianças é mais solúvel em água, tem pouca gordura e uma quantidade mínima de conservantes, para não irritar a pele sensível delas. Os produtos desenvolvidos para adultos contêm uma grande quantidade de conservantes, corantes e fixadores
  • Maquiagem de boneca, tatuagens de hena e cosméticos para adultos ou sem o selo da Anvisa não devem ser usados em crianças.
  • A indicação do registro pode ser precedida pelas iniciais MS, ANVS ou pelo nome Anvisa seguido de um número com 9 ou 13 dígitos, que sempre se inicia com o número 2.
  • Antes de serem registrados, os produtos passam por uma análise técnica onde se verifica a sua conformidade com a legislação sanitária vigente, incluindo análise da segurança do produto e os dizeres de rotulagem.
  • As reações mais comuns a produtos inadequados são irritações na pele, que se manifestam por meio de manchas vermelhas, bolhas, descamações, lesões e coceiras.

Maquiagens Infantis: Um requisito essencial para a maquiagem infantil é ter baixo poder de fixação e ser facilmente removida da pele com água. Além disso, a Anvisa permite que as maquiagens contenham substâncias que possuam gosto ruim (amargo) para evitar que a criança leve o produto à boca.

  • Esmaltes Infantis: Esmaltes permitidos para crianças são aqueles à base de água e que saem sem necessidade do uso de acetona ou removedor.
  • Por não possuírem solvente, o cheiro dos esmaltes infantis é bem diferente do presen­te nos esmaltes para adultos.
  • Os esmaltes também podem possuir subs­tâncias de gosto amargo, para evitar a in­gestão acidental por parte das crianças, e cada tonalidade deve ser testada a fim de se avaliar o seu potencial de irritação, sen­sibilização e toxicidade oral.

O rótulo deve possuir orientações e advertências de uso. Batons e brilhos labiais: Os batons e brilhos labiais devem colorir os lábios temporaria­mente. Como nos demais produtos infantis, a fórmula deve ser composta por ingredientes seguros. Antes de comercializar es­ses produtos, a empresa deve comprovar a segurança de cada tonalidade junto à Anvisa.

O rótulo deve possuir indicações de segurança específicas in­cluindo a indicação da faixa etária de uso do produto. Em crian­ças pequenas, um adulto deve aplicar e supervisionar o uso do produto. Fixadores de cabelos: Os fixadores de cabelo infantis podem ser coloridos, perfumados, ter fotoprotetor e efeito luminoso.

No ato do registro, devem ser apresentados testes que comprovem a sua segurança. São indicados para crianças a partir de três anos de idade e devem ser aplicados exclusivamente por um adulto. Embalagens: As embalagens de cosméticos infantis devem apresentar siste­mas e válvulas de dosagem que permitam a liberação de peque­nas quantidades do produto e não devem ter pontas cortantes ou pe­rigosas.

  1. Além disso, elas devem ser isentas de substâncias tóxicas e não podem ser apresentadas na forma de aerosol.
  2. Mas e o famoso guache ? Pode ser usado no rosto? A resposta é não! O guache, apesar de ser hipoalergênico e atóxico, o produto foi desenvolvido para ser utilizado sobre papel.
  3. Sua aplicação inadequada pode causar reações alérgicas, irritações ou queimaduras.

O mesmo acontece com as tintas plásticas. Para pintar o rosto existem várias tintas especiais, destinadas para esta finalidade, geralmente feitas com água e glicerina e que saem facilmente com sabonete. A purpurina pode causar irritação aos olhos e inclusive, lesão da córnea, pois a criança tende a coçar os olhos.

  • dar preferência por produtos hipoalergênicos;
  • não utilizar maquiagem ou tinta fora do prazo de validade;
  • não dormir sem retirar a pintura do rosto;
  • após remover a pintura totalmente, aplicar um hidratante de sua preferência.
  1. E qualquer reação diferente ou estranha, procure seu dermatologista de confiança.
  2. Bjs e boa folia!

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Quais os sintomas de intoxicação por tinta?

Quais os sintomas de intoxicação por produtos químicos? 20/03/2020 17:44 A intoxicação é o envenenamento a partir da exposição de substâncias químicas estranhas ao corpo. Temos como exemplos de intoxicação: medicamentos em altas doses, picadas de animais venenosos, metais (entre eles o chumbo e o mercúrio) ou a exposição a agrotóxicos.

A intoxicação pode provocar reações e sintomas adversos, dependendo da quantidade do produto ingerido ou aspirado. Alguns sintomas incluem: vermelhidão e coceira na pele, vômitos, febre, suor intenso e convulsões. Os agravantes das intoxicações podem chegar ao coma ou até a morte. Desse modo, na presença de algum sintoma ligado a esse problema, dirija-se ao pronto-socorro o mais rápido possível,

Quanto mais rápido o paciente for socorrido, maiores as chances de uma recuperação sem sequelas. O tratamento geralmente consiste em lavagem gástrica ou o uso de medicamentos com prescrição médica, contudo, cada caso varia. Quer saber mais sobre os tipos de intoxicação e os principais sintomas? Prossiga com a leitura!

  • O que é a intoxicação exógena?
  • Tratam-se das substâncias intoxicantes no ambiente, capazes de contaminar a pessoa por meio da ingestão, contato com a pele ou inalação pelo ar.
  • Os envenenamentos mais comuns incluem o uso de doses elevadas em medicamentos em geral, os maiores exemplos de remédios que são ingeridos em excesso são os antidepressivos, analgésicos e anticonvulsivantes.

Além disso, há a intoxicação por meio de drogas ilícitas, quando combinadas com o álcool ou não. Por último, picadas de animais venenosos, inalação de produtos químicos ou álcool em excesso. O que é a intoxicação endógena? É caracterizada pelo acúmulo de elementos nocivos à saúde que o próprio corpo produz, tais como a ureia.

  1. No entanto, vale frisar que esse conteúdo lidará com a intoxicação por produtos químicos, incluindo
  2. Qual a diferença entre a intoxicação aguda e a crônica?
  3. Convém salientar também que a intoxicação pode ser aguda, onde os sintomas se manifestam após um único contato com a substância e pode ser também crônica, quando os sinais emergem após o acúmulo do elemento no corpo.

O envenenamento crônico pode ocorrer em consequência de medicamentos, como o Digoxina e Amplictil, sendo o primeiro usado para o tratamento de problemas cardíacos e o segundo fármaco é utilizado em quadros psiquiátricos, tal como o controle de psicose e ansiedade.

  • Intoxicações por chumbo e mercúrio também são consideradas crônicas.
  • Quais os sintomas de uma intoxicação por produtos químicos? A reação de cada substância se manifestará de uma maneira diferente.
  • Além disso, a intensidade e a quantidade de sintomas variam de acordo com o estado físico da pessoa.
  • Sendo assim, crianças e idosos são as mais sensíveis aos sintomas da intoxicação.

Os produtos mais comuns que causam intoxicação são: a gasolina, querosene, metanol, solventes, naftalina, produtos domésticos, medicamentos e outros.

  • Gasolina e querosene
  • O é considerado um depressor do sistema nervoso central e tem como principal fonte de absorção no organismo a inalação, já a sua ingestão é menos comum.
  • O quadro clínico inclui tosse, dificuldade para respirar, confusão mental, taquicardia, náusea, vômito e pneumonite química por aspiração.

O tratamento é feito com assistência respiratória e repouso. É extremamente contraindicado a indução de vômitos e ingestão de laxantes. Metanol Mais conhecido como álcool metílico ou álcool de madeira, o metanol é um líquido volátil e inflamável. Geralmente é usado como solvente de tintas e aditivos de gasolina.

  1. Os primeiros sintomas capazes de serem identificados são a visão reduzida e embaçada, além da presença de ácido fórmico na urina.
  2. Solventes Usados em detergentes, pesticidas e combustíveis, os solventes são bem absorvidos via oral, pulmonar e dérmica.
  3. Os sintomas agudos incluem: euforia com dores de cabeça, tonturas, confusão mental e coma nos casos mais graves.

Com a ingestão, os solventes podem causar queimação da mucosa oral, náuseas, vômitos e gastrite hemorrágica, Em casos mais graves pode ocorrer falência respiratória. Naftalina É um produto químico derivado do petróleo e é usado como inseticida doméstico.

  • Quando exposto ao calor é inflamável e tem rápida absorção oral, inalatória e dérmica,
  • Com solventes, a naftalina tem o efeito potencializado.
  • Os sintomas incluem irritação do trato gástrico, suor, irritação do trato urinário, convulsões e até coma,
  • Além disso, há riscos de insuficiência renal e irritação dos olhos.

No geral, alguns dos sintomas mais comuns para a intoxicação por produtos químicos são:

  • batimentos cardíacos acelerados ou lentos;
  • ou hipotensão;
  • dilatação ou contração da pupila;
  • suor intenso;
  • vermelhidão na pele ou coceira;
  • visão turva ou escurecimento da visão;
  • falta de ar;
  • vômitos;
  • diarreia;
  • dor abdominal;
  • alucinação e delírio;
  • lentidão de movimentos;
  • retenção ou incontinência urinária.

Lembre-se: o álcool presente em bebidas também causa intoxicação. Os sintomas vão desde a redução de reflexos, visão turva, excitação, confusão mental, incoordenação motora, convulsões, até o coma. E a intoxicação por drogas ilícitas? Vale lembrar que também causam intoxicação.

  1. A intoxicação por cannabis, mais conhecida como, inclui sintomas como a fala arrastada, boca seca, taquicardia, hipertensão, euforia, prejuízo na memória, alucinação e outros.
  2. Lembrando que além dos riscos da intoxicação, as drogas lícitas e ilícitas causam dependência, com consequências graves, muitas vezes irreversíveis.
  3. Quais os primeiros socorros?

As medidas a serem tomadas nesse caso seriam chamar o SAMU (192) imediatamente. Enquanto a ambulância não chega, lembre-se de afastar o agente tóxico do paciente. Para ajudar ainda mais no socorro à vítima de envenenamento, procure mais informações sobre a substância causadora dessa emergência.

Como é alergia de tinta?

Sintomas de irritação Também é comum que as pessoas que têm alergia à tinta de parede ou a determinado tipo de vernizes tenham sintomas como: Comichão na garganta. Irritação nos olhos. Secreção lacrimal excessiva.

O que acontece se passar tinta guache na pele?

Copa do Mundo – Cuidado com a escolha das tintas para pintar o rosto Durante a Copa do Mundo Fifa, pessoas com rostos pintados invadem o estádio, os bares e os restaurantes em todo o país. Porém é recomendado que se tenha cuidado na hora de escolher a tinta para pintar o rosto.

O ideal é usar tintas específicas para o rosto, com solventes em água. Estes produtos têm mais qualidade e o torcedor fica menos sujeito a ter complicações. Para retirar a pintura, basta lavar o rosto, não é necessário esfregá-lo com força e correr o risco de ferir a pele. Vale lembrar que a tinta guache não é adequada para passar na pele, ainda que traga no rótulo que é hipoalergênica e de fácil remoção.

Caso a pessoa tenha utilizado a tinta guache e sentir ardor, coceira, dor ou ficar com o rosto marcado, é possível que ela esteja com dermatite de contato. Em casos extremos, o contato com a tinta pode causar inchaço nos olhos, na boca e falta de ar. Se isto ocorrer, o torcedor deve procurar a um Pronto-Socorro imediatamente.

Pode pintar o corpo com tinta guache?

Na fantasia ou no futebol: pode usar qualquer tinta na hora de pintar o rosto?

Na fantasia ou no futebol: pode usar qualquer tinta na hora de pintar o rosto?Sem os cuidados adequados, a prática pode desencadear um quadro de dermatite de contato; saiba como prevenir.

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Especialista consultado Dermatologia CRM 91298/SP Médica especialista em Dermatologia, Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia SBD e Membro da Sociedade Brasileir. i Escrito por Assistente Editorial Redatora especialista em conteúdos sobre saúde, família e alimentação. Seja para um evento esportivo ou data comemorativa, a pintura facial é uma prática bastante comum, especialmente entre as crianças. Apesar de ser uma forma divertida de expressar a criatividade e de entrar no clima da ocasião, ela requer alguns cuidados quanto à saúde da pele.

  • Isso pois, dependendo do produto utilizado, há um risco maior de alergias e irritações na pele e nos olhos, além do agravamento de doenças preexistentes, como,
  • Sinais como ardência, vermelhidão e ressecamento podem surgir desde o primeiro momento da aplicação ou até horas depois.
  • Em casos mais graves, algumas tintas podem causar manchas e até mesmo cicatrizes.

Os riscos são ainda maiores para as crianças, que possuem a pele mais fina e com menos pigmentação que a pele adulta. Uma vez que os mecanismos de autoproteção são menos desenvolvidos, a cútis infantil é particularmente sensível às substâncias presentes nas tintas e pode apresentar Os cuidados para a pintura facial devem começar a partir da escolha da tinta.

  • Produtos não específicos para uso cutâneo e não dermatologicamente testados são geralmente os responsáveis por quadros alérgicos e devem ser evitados.
  • Segundo a dermatologista Meire Gonzaga, existem produtos específicos para este fim.
  • Tintas feitas à base de água são menos agressivas e podem ser retiradas com facilidade, sendo opções mais seguras para o uso.

Além de dermatologicamente testados, algumas possuem versões hipoalergênicas — de modo que podem ser usadas em pessoas com pele sensível e até crianças. Apesar disso, é sempre importante checar o rótulo da tinta para se certificar de que a fórmula não possui nenhuma substância que possa causar uma dermatite de contato.

De acordo com Meire, pessoas com a pele machucada ou com alergias a corantes e substâncias químicas são contraindicadas ao uso de tinturas, independente do tipo. Além disso, lembre-se sempre de checar o prazo de validade do produto. A resposta é não. A tinta guache, assim como outros materiais escolares, não é própria para a pele e seu uso deve ser evitado.

Embora traga no rótulo que é hipoalergênica e de fácil remoção, em contato com a pele, esse tipo de tinta pode causar ardor, coceira e vermelhidão. Em casos mais sérios, o contato com a tinta pode provocar inchaço nos olhos, na boca e até provocar Se você não abre mão de pintar o rosto para comemorar aquela ocasião específica, é preciso adotar alguns cuidados para não causar problemas sérios à pele, tais como:

Antes da aplicação da tinta, a pele deve estar preparada para receber a substância. Faça a higienização adequada, utilize um hidratante e não se esqueça de aplicar o ; Aplique a tinta com o auxílio de pincéis, esponjas ou lápis suaves que não machucam a pele. Evite as áreas próximas aos olhos, que são mais sensíveis e podem causar irritações; Para retirar o produto, utilize sem álcool na composição e com o auxílio de um algodão. Não é necessário esfregar a pele; Após a retirada do produto, lave o rosto com o gel de limpeza adequado para a sua pele e hidrate novamente; Fique atento a qualquer sinal de irritação, como vermelhidão, coceira e descamação.

Se a sua pele apresentar qualquer reação alérgica após ou durante a aplicação da tinta, é importante interromper imediatamente o uso do produto e higienizar o rosto de forma a não deixar nenhum vestígio do agente alérgeno na pele. Após isso, procure ajuda de um médico dermatologista.

  • Em casos leves a moderados, o especialista pode receitar o uso de cremes contendo corticosteroides ou a aplicação de compressas úmidas para ajudar a aliviar a vermelhidão e a coceira.
  • Se o quadro for mais grave, pode ser necessária a administração de corticosteroides orais para reduzir a inflamação ou anti-histamínicos para aliviar a coceira intensa.

: Na fantasia ou no futebol: pode usar qualquer tinta na hora de pintar o rosto?

Asked By: Miguel Watson Date: created: Dec 23 2023

Quanto tempo dura uma intoxicação

Answered By: Adam Adams Date: created: Dec 25 2023

Médico de Família CEJAM esclarece dúvidas sobre a intoxicação alimentar A intoxicação alimentar é uma doença causada pela ingestão de alimentos que contém organismos prejudiciais ao nosso corpo, como bactérias, parasitas e vírus, pode acontecer com alimentos que são deixados ao ar livre ou que ficaram armazenados por muito tempo.

Quer saber mais? O médico da família e comunidade, Dr. Luiz Farias esclarece as principais dúvidas sobre a intoxicação alimentar. Quais são os sintomas? Os sintomas da intoxicação alimentar geralmente afetam o estômago e intestinos, sendo que o sinal mais comum é a diarreia. Outros sintomas incluem: náusea, vômitos, diarreia aquosa, dor abdominal e cólicas, febre.

Esses sintomas podem começar dentro de horas após a ingestão do alimento contaminado, mas pode demorar dias ou até mesmo semanas em alguns casos. A intoxicação alimentar geralmente dura de um a 10 dias. Tudo depende do organismo que causou a infecção e quais as condições de saúde da pessoa infectada.

Qual é o tratamento? O tratamento para intoxicação alimentar depende da origem da doença, se conhecida, e a gravidade dos seus sintomas. Para a maioria das pessoas, a doença se resolve sem tratamento dentro de poucos dias, embora alguns tipos de intoxicação alimentar possam durar uma semana ou mais. Para alguns casos, o tratamento da intoxicação alimentar inclui: reposição de líquidos perdidos na diarreia ou vômito por via intravenosa no hospital.

Hidratação intravenosa fornece ao corpo água e nutrientes essenciais muito mais rapidamente do que as soluções orais. O médico pode prescrever antibióticos se você tiver uma intoxicação alimentar bacteriana e os seus sintomas são graves. Alguns tipos de intoxicação alimentar bacteriana podem requerer tratamento no hospital, com antibiótico por via intravenosa.

  • Como se prevenir? Lave bem as mãos com água morna e sabão antes e depois de manusear ou preparar alimentos.
  • Use água quente e sabão para lavar os utensílios e outras superfícies que você utiliza para cortar alimentos.
  • Mantenha os alimentos crus separados de alimentos prontos para o consumo.
  • Ao fazer compras, preparar a comida ou o armazenar alimentos, mantenha a carne crua, aves, peixes e frutos do mar longe de outros alimentos.

Isso impede a contaminação cruzada. Cozinhe os alimentos a uma temperatura segura. A melhor maneira de saber se os alimentos são cozidos a uma temperatura segura é usar um termômetro próprio para cozinhar alimentos. Você pode matar organismos nocivos na maioria dos alimentos por cozinhá-los à temperatura certa.

  • O ideal é refrigerar ou congelar os alimentos dentro de duas horas após compra-los.
  • Descongele os alimentos com segurança.
  • Não descongele os alimentos à temperatura ambiente.
  • A maneira mais segura para descongelar alimentos é na geladeira.
  • Se for usar o micro-ondas, use o “degelo”.
  • Manter água fria corrente sobre a comida também descongela com segurança.

Jogue o alimento fora em caso de dúvida. Se você não tem certeza se um alimento foi preparado, servido ou armazenados de forma segura, descarte-o. Alimentação deixada à temperatura ambiente por muito tempo pode conter bactérias ou toxinas que não podem ser destruídas por cozimento.

Asked By: Zachary Campbell Date: created: Oct 24 2023

O que é bom para desintoxicar o organismo de tinta

Answered By: Ashton Martin Date: created: Oct 25 2023

– RESUMO Introdução/ enquadramento/objetivos Durante muitos anos, as empresas forneciam aos trabalhadores expostos a alguns agentes químicos uma dose diária de leite e consideravam o dever de segurança ocupacional cumprido. Isso ocorria, no entanto, numa altura em que a tecnologia de extração/ventilação (e outras medidas de proteção coletiva), bem como o uso de equipamentos de proteção individual não desempenhavam um papel fundamental na Prevenção.

Em fóruns, os efeitos aparentemente terapêuticos do leite são discutidos inúmeras vezes, quando se fala das consequências de trabalhar como Pintor, para evitar algumas doenças profissionais. Constantemente, chegam pedidos de parecer a respeito da distribuição de leite a trabalhadores expostos a determinados agentes químicos em atividades industriais.

Até mesmo em incêndios é frequente ser feito o mesmo raciocínio. Pretendeu-se com esta revisão adquirir mais conhecimentos sobre a temática, de forma à equipa de Saúde Ocupacional atuar e emitir pareceres de acordo com a evidência científica atual. Metodologia Trata-se de uma Revisão Bibliográfica Integrativa, iniciada através de uma pesquisa realizada em Fevereiro de 2019 nas bases de dados CINAHL Complete, MEDLINE Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Library, Information Science & Technology Abstracts, MedicLatina, PUBMED e RCAAP, bem como pesquisa em formato livre.

Conteúdo/Resultados A história inicial do uso do leite como desintoxicante derivou da exposição inicial a trabalhadores (pintores) que contatavam com Chumbo. Encontram-se algumas revisões teóricas sobre esta problemática em estudos em animais, ainda que sem evidência consensual e em humanos os estudos apresentam carácter pouco robusto.

Em relação a outros agentes químicos não existe evidência publicada. Conclusões A evidência atual não mostra benefício no incentivo do aumento de consumo de leite como elemento neutralizante de intoxicação ou envenenamento. As medidas preventivas sobre exposição ocupacional devem-se basear essencialmente em práticas de higiene industrial adequadas e em vigilâncias regulares preventivas.

Esta crença é produto do hábito comportamental organizacional não baseado em evidências científicas. Contudo, é comum que alguns funcionários ainda mantenham esta crença, sobretudo na indústria da Pintura Automóvel. PALAVRAS/ EXPRESSÕES- CHAVE : Pintores Automóveis; Crenças; Leite; Desintoxicante; Saúde Ocupacional.

ABSTRACT Introduction/ framework/ objectives For many years, companies offered workers exposed to some chemical agents a daily dose of milk and considered the duty of occupational safety fulfilled. This occurred, however, at a time when the extraction/ ventilation technology (and other measures of collective protection) and the use of personal protective equipment did not play a key role in prevention.

  1. In forums, the apparently therapeutic effects of milk are discussed countless times when discussing the consequences of working as a painter to avoid some occupational diseases.
  2. There are constant requests for an opinion on the distribution of milk to workers exposed to certain chemical agents in industrial activities.

Even in fires, the same reasoning is often done. The purpose of this review was to acquire more knowledge about the subject, so that the Occupational Health team can act and issue opinions according to the current scientific evidence. Methodology This is a Integrative Bibliographic Review, initiated through a survey conducted in February 2019 through CINAHL Complete, MEDLINE Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Library, Information Science & Technology Abstracts, MedicLatina, PUBMED and RCAAP ; and also a broadening of the research to a free format on the subject.

  • Content/Results The history of the use of milk as a detoxifier was derived from the exposure to lead.
  • There are some theoretical reviews of this problem in animal studies, all conflicting, and there are only human studies, of a rather robust nature.
  • There is no published evidence regarding other agents.

This belief is product of organizational behavioral habit and not based on scientific evidence. However, it is common that some employees maintain this belief, especially in the Automotive Paint industry. WORDS / KEY EXPRESSIONS : Spray Painters; Car Painters; Beliefs; Milk; Detoxifying; Occupational Health,

  • INTRODUÇÃO Uma dose diária de leite para os pintores: Este costumava ser o melhor e o mais importante conselho da Segurança no Trabalho.
  • As empresas ofereciam aos colaboradores uma dose diária de leite e assim consideravam o dever de segurança ocupacional cumprido.
  • Isso ocorria, no entanto, em épocas em que a tecnologia de extração/ ventilação (e outras medidas de proteção coletiva), bem como o uso de equipamentos de proteção individual não desempenhavam um papel fundamental na Prevenção.
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Em fóruns, os efeitos aparentemente terapêuticos do leite são discutidos inúmeras vezes, quando se fala das consequências de trabalhar como Pintor, para evitar algumas doenças profissionais. Constantemente, chegam pedidos de parecer a respeito da distribuição de leite a trabalhadores expostos a determinados agentes químicos em atividades industriais.

Ouvem-se histórias em incêndios, nos quais são desenvolvidos esforços para que os expostos ao fumo ingiram leite para “desintoxicar” a exposição, incluindo Bombeiros. Existe a tradição que, para cada veneno, há um antídoto neutralizante, e o leite desempenha uma função tradicional, como antitóxico universal.

Mas onde acaba a crença e começa a evidência científica? Pretendeu-se com esta revisão adquirir mais conhecimentos sobre esta temática, bem como definir a postura que a Saúde Ocupacional deve adotar perante este assunto. Um pouco de História: Uso do Leite na Indústria A história inicial do leite como desintoxicante derivou da exposição Ocupacional de Chumbo.

O uso de Chumbo no Mediterrâneo estendeu-se devido à conquista da Grã-Bretanha pelos romanos, onde os minérios eram particularmente ricos em Chumbo. Na Roma antiga, os sistemas de água e esgotos deram um grande passo à frente em condições higiénicas daquele período. Os tubos eram feitos de Chumbo e consequentemente libertavam-no na água transportada, estando associado a menor expectativa de vida e distúrbios de fertilidade.

Por outro lado, o Chumbo era também utilizado como conservante de bebidas alcoólicas 1, Entre os trabalhadores, a exposição mais intensa era mais provável entre pintores, devido ao uso de tintas à base de Chumbo- entre os mais conhecidos que se suspeitam terem sofrido de envenenamento: Piero della Francesca (1416-1492), Rembrandt (1606-1669) e Francisco Goya (1746-1828) 2,

Fornecer leite a trabalhadores que lidavam com Chumbo tem uma longa história, apoiada pelo menos até 1974 3, O leite era defendido como uma fonte de cálcio e, devido à sua “brancura”, era visto como uma substância purificadora e vários autores sugeriam o papel do cálcio no atraso da absorção de Chumbo 2,

Em 1941, uma empresa Britânica defendia uma dieta rica em cálcio no envenenamento por Chumbo e comentava sobre a prática habitual de fornecer aos trabalhadores leite todas as manhãs para auxiliar o armazenamento de Chumbo nos ossos de uma forma inofensiva (segundo os seus modelos teóricos, se o Chumbo ficasse mais acumulado nos ossos, reduziriam os efeitos da circulação no sangue e órgãos) 4,5,

  • A base para o conselho na literatura antiga, entretanto, não é aparente, embora possa ter sido relacionada a observações empíricas de que trabalhadores desnutridos desenvolviam envenenamento por Chumbo mais frequentemente do que os nutridos, sendo o leite fornecido para corrigir défices nutritivos.
  • Existiram publicações antigas onde se afirmava que nenhum trabalhador numa fábrica que lidasse com Chumbo deveria iniciar a jornada de trabalho de estômago vazio, porque a comida reduzia a absorção de Chumbo, dando preferência ao leite, leite com chocolate e café com leite 6 ; bem como alimentos ricos em proteína, como as carnes, ovos, queijos e comidas gordurosas como o bacon 6,

Estas recomendações mantiveram-se pelo menos até 1975, embora não existisse consenso sobre a quantidade diária de leite necessária para tal efeito. Alguns indicavam um litro de leite por dia, muitas vezes gratuito e, por vezes, como parte do acordo salarial, baseado na crença de que o cálcio retardava então a absorção do Chumbo, e que esse alimento, através de uma nutrição otimizada, aliviava os efeitos tóxicos 1,

Em 1975, um artigo de revisão que refletiu sobre o papel do leite no metabolismo do Chumbo em animais e humanos, concluiu que este suplemento não tinha nenhum papel a desempenhar na prevenção do envenenamento por Chumbo, pelo contrário, podiam apresentar um risco suplementar e levavam à negligência da única medida preventiva eficaz, ou seja, a atenuação da exposição.

A absorção de Chumbo, poderá ser influenciada não só pela presença de Cálcio, mas pela ingestão de outros nutrientes, como Fósforo, Ferro, Vitamina C e lípidos. Por exemplo, uma dieta baixa em Ferro e Cálcio tende a aumentar a absorção de Chumbo intestinal e a potenciar os efeitos adversos, enquanto uma dieta alta em lípidos tenderia a promover a deposição de Chumbo nos tecidos 8,

  1. A vitamina C, a Tiamina, e a combinação da Tiamina com Zinco ou Vitamina E parecem contrabalançar os efeitos tóxicos do Chumbo em ratos 8,
  2. Alguns autores relatavam que o jejum aumenta a absorção gastrointestinal de Chumbo em oito vezes 3,
  3. Outros investigadores relatavam que o leite reduzia consideravelmente a absorção intestinal de Chumbo em ratos, descoberta essa também confirmada em cães.

Ratos recém-nascidos (que apresentavam maior nível de absorção intestinal de Chumbo), apresentavam redução na carga de Chumbo quando o cálcio era adicionado à dieta. Alguns autores concluíram que se encontrava menos Chumbo depositado no esqueleto de coelhos alimentados com leite do que naqueles que não o ingeriram.

  • As evidências de que o leite não demonstrava ação protetora contra o Chumbo foram fornecidas em 1955.
  • Nos testes, ratos receberam doses relativamente elevadas de acetato de Chumbo, por via oral ou por injeção por 8 meses, sendo alimentados com leite integral ou água.
  • Os critérios utilizados para diagnosticar sinais de envenenamento crónico incluíam perda de peso, diminuição da hemoglobina, mau estado da pele e alterações degenerativas hepáticas e renais.

Esses sinais eram mais aparentes em animais alimentados com leite do que com água 3, As observações de 1955 foram quantificadas em 1973, ao fornecer a ratos leite aditivado com Chumbo radioativo. Estes autores demonstraram que o Chumbo era mais facilmente absorvido no trato gastrointestinal numa dieta com leite do que numa dieta sem leite e que a adição de leite à dieta não tinha influência na absorção de Chumbo injetado na cavidade peritoneal.

Em dois dos estudos experimentais, a ingestão de ferro era baixa, e isso poderia ter introduzido viés (uma dieta baixa em ferro pode aumentar a toxicidade de Chumbo em ratos) 3, Um estudo do mesmo género em ratos foi conduzido em 1981, desta vez com adição de soja, leite ou leite com lactose hidrolisada (sem lactose) chegando às mesmas conclusões: ratos alimentados com leite possuíam maior probabilidade de toxicidade por Chumbo, e a lactose parecia ter um papel no aumento desta absorção 9,

GOUACHE É MAIS LEGAL DO QUE PARECE!

Com base na acumulação de evidência em animais (não consensual), a revisão mostrou não só que o leite não demonstrava efeito profilático contra o envenenamento por Chumbo, mas que inclusive poderia agravar a toxicidade e não deveria ser administrado em trabalhadores com contacto com Chumbo 3,7,

  1. Após a publicação da revisão de 1975, a abordagem do leite como desintoxicante tornou-se obsoleta e o único método aceitável de prevenção foi a redução dos níveis de exposição derivados de uma melhor higiene industrial 3,
  2. Em 1963, um artigo quantificou que entre, diversas indústrias avaliadas (19), doze forneciam leite gratuito aos trabalhadores, sendo que várias já nem sequer tinham exposição ao Chumbo.

Algumas empresas forneciam leite nos departamentos que lidavam com Motores, Carroçaria, Soldadura, Elétrica, enquanto os Pintores recebiam leite para satisfazer as suas exigências, cuja validade os empregadores, na ausência de aconselhamento médico, achavam difícil de refutar.

  • Até certo ponto, as razões para fornecer leite caíam nas justificativas de que já era fornecido há décadas e, entretanto, tinha-se instalado o hábito, ou porque outros departamentos o faziam.
  • Alguns empregadores mostravam ser difícil desabituar os empregados, uma vez que a prática se tinha instalado desde longa data 7,

O suprimento diário de leite pelas Empresas lembra uma “Crença com evolução em Matryoshka”, no qual o foco inicial em trabalhadores que pintavam com tinta à base de Chumbo (relembrando que Chumbo passou a ser proibido em tintas ou fortemente regulado a valores máximos de exposição por normas Europeias), foi estendido a pintores que pintavam com tintas sem Chumbo mas com vernizes e solventes, a trabalhadores de ambientes com poeiras/ vapores irritantes e, ultimamente, em Bombeiros.

  1. METODOLOGIA Questão protocolar: “Qual a evidência do leite como agente desintoxicante para alguns agentes químicos usados em Pintura de automóveis?” Em função da metodologia PIC o, foram considerados: – P (population ) : Pintores do Ramo Automóvel.
  2. I ( interest) : reunir conhecimentos relevantes sobre as caraterísticas da crença do leite como agente desintoxicante e evidência científica sobre ela.

– C (context): Saúde Ocupacional nas empresas da Pintura Automóvel. Foi realizada uma pesquisa em Fevereiro de 2019 nas bases de dados “CINAHL Complete, MEDLINE Complete, Nursing & Allied Health Collection: Comprehensive, Cochrane Central Register of Controlled Trials, Cochrane Database of Systematic Reviews, Cochrane Methodology Register, Library, Information Science & Technology Abstracts, MedicLatina e PUBMED”,

  • Utilizando as palavras-chave ” milk, spray painters, car painters, lead workers, beliefs “; foram obtidos quatro artigos em humanos relacionados com o tema em estudo, com critérios alargados de publicação desde 1900 até à data.
  • Uma vez que não se encontraram estudos relativos à realidade portuguesa nestas bases de dados indexadas, a autora procurou trabalhos inseridos no RCAAP (Repositório Científico de Acesso Aberto em Portugal).

Aqui, utilizando as palavras/ expressões-chave “leite, pintores, crenças”, não foram obtidos artigos. Devido a estas dificuldades, foi necessário alargar a pesquisa para uma metodologia inferior, de modo a tentar compreender a temática e uma evolução histórica da crença, que só foi possível através de fóruns, revisões de estudos em animais e inclusive livros de higiene industrial do início do século.

  1. As fases do processo de Investigação encontram-se caracterizadas no Quadro 1.
  2. A caraterização dos artigos encontrados pode ser consultada nos Quadros 2 e 3.
  3. CONTEÚDO Estudos em humanos Os artigos que fornecem dados sobre a eficácia do leite como agente profilático em humanos ficaram maioritariamente confinados a trabalhadores de Chumbo e apresentam também pontos de vista não consensuais.

Assim, alguns autores consideravam que o leite tinha valor no envenenamento por Chumbo, enquanto outros discordavam. Em quatro, apenas um recomendava suplementar a dieta com leite. Outros investigadores até consideravam a prática prejudicial, inclusive um que usava estatísticas da segunda guerra mundial na argumentação que a queda na incidência de envenenamento por Chumbo durante a guerra poderia estar associada à diminuição na quantidade de leite disponível 3,

  • As observações anteriores à revisão de 1975 perceberam que a subnutrição levava a maior risco de envenenamento de Chumbo 10,
  • Como o leite contém altas concentrações de Cálcio, Fósforo, Zinco e Proteína, era promovido como suplemento protetor 5,
  • Mas a interação entre Cálcio e Chumbo é complexa.
  • O fornecimento de Cálcio suplementar a crianças com envenenamento não parece fornecer benefícios nos parâmetros hematológicos de envenenamento e estudos em crianças fazem sentido como argumento visto que estas são mais suscetíveis a envenenamento.

Por outro lado, vários são os fatores nutricionais que afetam o status de Chumbo, como o total de gordura ingerida, Cálcio, Ferro, ingestão total diária, proteína, vitamina C, entre outros 3,11, como já se mencionou. Num estudo observacional de 2004, avaliaram-se os efeitos da ingestão de leite no sistema nervoso periférico de trabalhadores com exposição prolongada ao Chumbo.

  • Os trabalhadores recebiam leite gratuitamente em Taiwan; no entanto, parte dos trabalhadores não o bebia devido a intolerância.
  • Com o auxílio de um Neurometer (aparelho elétrico transcutâneo que fornece estímulos via elétrodos de superfície nas frequências de 5 Hz, 250 Hz e 2000 Hz, o único que aplica esta tecnologia à avaliação de função nervosa sensorial) é aplicado um estímulo transcutâneo de corrente elétrica nos dedos (pés ou mãos) e os indivíduos referem qual o limiar mínimo de corrente que sentem.
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Deste modo, avaliaram-se 181 limiares de perceção sensorial (LPS) como resultados neurológicos. Potenciais fatores de enviesamento, incluindo idade, género, altura, tabagismo e consumo de álcool, também foram analisados​​. Vinte e três trabalhadores que relataram nunca ou raramente beber leite, devido a diarreia ou desconforto abdominal, apresentaram parâmetros de Chumbo no sangue superiores, mas não estatisticamente significativos e piores resultados nos testes sensoriais.

Após ajuste de potenciais fatores de confusão, foram encontrados efeitos protetores da ingestão de leite na redução de LPS das mãos, mas não do pé. O estudo sugeriu que o consumo de leite (cerca de 700 ml por dia) parecia ter efeito protetor da neurotoxicidade periférica do Chumbo. Mas os mecanismos bioquímicos exatos não ficaram clarificados.

A redução da exposição ocupacional ao Chumbo é a forma essencial de proteger a neuropatia do Chumbo 11, Outro estudo observacional chegou a um resultado semelhante. Trabalhadores de indústria de baterias no Brasil foram avaliados através de um inquérito sobre frequência alimentar de leite e lacticínios, tendo sido feitas análises à Concentração de Chumbo no Sangue, Plasma e Urina.

Os resultados sugeriram que o consumo de laticínios e leite poderia modular os níveis de Chumbo em indivíduos altamente expostos ao metal, devido a possíveis interações chumbo- cálcio; a adequada suplementação poderia ajudar a reduzir os efeitos adversos à saúde induzidos pela exposição ao Chumbo 8,

Num estudo de 2011 sobre a perceção e conhecimento de riscos químicos ocupacionais, na indústria de Pintura em spray em Kumasi (Gana), os autores apercebem-se da existência dessa crença sobre o leite como agente desintoxicante nos Pintores do Ramo Automóvel avaliados 12,

Ao considerar a agregação destes trabalhos, é importante perceber que a absorção de Chumbo pela exposição extra-oral não é afetada pelo teor de cálcio do intestino e assim não existem bases para assumir que o leite tem efeito profilático quando o Chumbo é absorvido por essas vias. É improvável que o leite afete a absorção do Chumbo pelo pulmão, a via predominante de absorção por exposição ocupacional, dado que possibilita a absorção para o sangue de 35 a 50% do chumbo inalado.

Pela via digestiva, apenas 10% de chumbo ingerido passa para o sangue. No passado não se consideraram adequadamente as diferentes rotas pelos quais o leite e os agentes químicos entravam no corpo 3, O que dizem os organismos oficiais em Portugal? A DGS (Direção Geral de Saúde) alerta em comunicados para o que chama “o mito do leite”, perante os graves incêndios em Portugal, indicando não servir de antídoto do monóxido de carbono ou outras substâncias e sublinhando que a sua utilidade não vem descrita em artigos científicos e não se deve atrasar a referenciação e o tratamento hospitalar.

  • Em caso de inalação de fumos, a DGS aconselha a retirar a pessoa do local e evitar que respire o fumo ou esteja exposta ao calor; a pesquisar sinais de alarme e verificar presença de queimaduras faciais, sinais de dificuldade respiratória ou alteração de estado de consciência 13,
  • O Centro de informação antivenenos (CIAV), nada refere sobre beber leite (apenas em casos de ingestão de alguns líquidos ácidos ou cáusticos, como manobra de diluição).

Em caso de inalação, não faz qualquer referência a ingerir este produto 14, Nas recomendações da Proteção Civil sobre exposição a incêndios, nada existe sobre ingestão deste líquido 15, Segundo o Manual de Formação: Higiene e Segurança no Trabalho – Programa Formação PME, da Associação Empresarial Portuguesa, “Falso remédio! Quando se respira um ar com produtos químicos, eles são arrastados para os pulmões.

Quando se bebe um copo de leite, ele vai para o estômago. O leite pode ser considerado alimento, nunca preventivo de intoxicação. A sua utilização é até prejudicial, uma vez que acreditando no seu valor, as medidas de higiene industrial e os cuidados higiénicos podem ficar em segundo plano” 16, Os alimentos desintoxicam? O corpo possui sistemas de desintoxicação que funcionam melhor em condições nutritivas equilibradas.

A pesquisa sobre sistemas de biotransformação e excreção continua a evoluir. Na última década, houve investigação sobre as influências nutrigenómicas e epigenéticas dos alimentos em doenças crónicas. Da mesma forma, a exposição e o acúmulo de toxinas desempenham um papel significativo nas doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, alguns tipos de cancro e obesidade.

  1. Assim, a alimentação e o estilo de vida podem ter grande influência na incidência de doenças crónicas.
  2. De facto, essas influências podem ser significativas não apenas para o indivíduo, mas por várias gerações, devido à herança transgeracional das mudanças epigenéticas.
  3. Parece que o desenvolvimento de recomendações para maximizar os alimentos e reduzir as toxinas é essencial.

Mas permanecem ainda muitas questões sobre como e quais alimentos modulam as vias de desintoxicação e em que doses 17, As evidências sobre as relações entre dieta e exposição ao Chumbo são limitadas – pouquíssimos são os estudos publicados e conclusivos sobre o assunto 10,

  1. Vários alimentos naturais com compostos bioativos específicos, como vegetais crucíferos, frutas, alho e até mesmo especiarias foram sugeridos como benéficos em várias vias de desintoxicação 17,
  2. O leite parece aumentar os níveis de glutationa (usada no processo de desintoxicação hepática de fase I e II) e esta facilita a via da desintoxicação de alguns produtos, mas não existem ainda evidências robustas e bem definidas que comprovem estas teorias, apesar de lógicas 18,19,

Os nutrientes/ alimentos não atuam sozinhos, pelo que suplementar com um nutriente/ alimento específico sem ter em atenção a matriz alimentar onde ele se insere e o status de vários outros nutrientes com os quais ele interage, é uma má política. CONCLUSÃO A evidência atual em humanos não mostra benefício no incentivo do aumento de consumo de leite como elemento neutralizante de intoxicação ou envenenamento, sendo apenas baseada em estudos observacionais correlacionais e artigos teóricos com testes em animais (conflituantes), pouco robustos, e apenas na problemática específica do Chumbo.

As medidas preventivas sobre exposição ocupacional devem-se basear essencialmente em práticas de higiene industrial adequada e em vigilâncias regulares preventivas, quer a nível de medidas de proteção coletivas, quer individuais. Enquanto o leite pode dar a sensação de alívio temporário de uma faringe seca ou inflamada, não é substituto de um ambiente saudável.

É razoavelmente frequente que alguns funcionários mantenham esta crença, sobretudo na Pintura Automóvel e isto poderá influenciar a sua adesão ao uso dos Equipamentos de Proteção Individual, pois fornece uma falsa sensação de proteção. Compreender os fatores que podem influenciar a (des) proteção é imprescindível para que se possa refletir sobre a prática dessas medidas, no quotidiano dos trabalhadores e direcionar estratégias que incorporem essas práticas.

  1. É necessário conhecer as falhas, as motivações (e em que áreas elas ocorrem), para as poder incluir em planos de intervenções adequados e dirigidos, com vista à otimização de recursos- as Crenças em Saúde passam por estes tópicos.
  2. O Papel do Enfermeiro do Trabalho é estar atento a estas crenças, saber que elas existem e desmistificá-las com argumentos válidos e baseados pela evidência.

Como Gerry Spence afirma, “prefiro ter a mente aberta pelo mistério, do que fechada pela Crença”. Seria pertinente desenvolver investigações que avaliassem a realidade nacional desta crença em Saúde. CONFLITOS DE INTERESSE, QUESTÕES ÉTICAS E/OU LEGAIS Nada a declarar.

  • AGRADECIMENTOS Agradeço ao trabalhador que me incutiu este desafio.
  • BIBLIOGRAFIA 1 – Hernberg S.
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Elaboração da questão de investigação “Qual a evidência do leite como agente desintoxicante para alguns agentes químicos usados em Pintura de automóveis?”
Delimitação do projeto de pesquisa Definição: palavras-chave, bases de dados e critérios de inclusão/exclusão.

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