Asked By: Daniel Roberts Date: created: Oct 18 2023

O que é metilisotiazolinona e metilcloroisotiazolinona

Answered By: Lucas Phillips Date: created: Oct 20 2023

Dermatite de contato à metilisotiazolinona – estamos atentos a essa epidemia? Contact dermatitis due to methylisothiazolinone – are we aware of this epidemic? Paulo Eduardo Silva Belluco 1 ; Pedro Giavina-Bianchi 2

1. Departamento Médico da Câmara dos Deputados – Brasília, DF, Brasil 2. Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), Disciplina de Imunologia Clínica e Imunologia – São Paulo, SP, Brasil Submissão em: 03/06/2019 Aceite em: 07/06/2019 Não foram declarados conflitos de interesse associados à publicação deste artigo.

Metilclorotiazolinona e metilisotiazolinona (MCI/MI) são os ingredientes ativos no Kathon CG ®, um conservante de cosméticos no mercado desde os anos 80. Eles aparecem numa mistura de conservantes na proporção de 3:1. Metilisotiazolinona (MI) isolada tinha sido aprovada como conservante desde 2005, uma vez que foi considerada menos sensibilizante comparado à porção clorada.

Entretanto, ela tem sido usada numa concentração muito maior para ser efetiva, e isso tem causado a atual epidemia de alergia a essa substância. O objetivo dessa revisão foi examinar o atual surto de casos de alergia de contato a metilisotiazolinona (MI) no mundo, um fenômeno que tem sido observado em vários países, inclusive no Brasil.

As fontes de dados incluíram os principais artigos originais e revisões indexadas nos bancos de dados PubMed, MEDLINE, LILACS e SciELO que foram publicadas nos últimos anos. Os resultados mostram elevado grau de positividade de testes de contato tanto à associação MCI/MI quanto à MI isolada, e significativo aumento da prevalência de alergia a esta substância nos últimos anos.

Em conclusão, alertamos que devemos estar atentos a esse importante conservante. Salientamos que a associação MCI/MI nos testes pode não diagnosticar casos de alergia à MI. Apesar dessa substância isolada não se encontrar na bateria padrão brasileira, a pesquisa de sua sensibilidade é fundamental.

Descritores: Dermatite de contato, metilclorotiazolinona, metilisotiazolinona. INTRODUÇÃO Conservantes são aditivos químicos essenciais na manufatura de uma ampla variedade de produtos industriais e comerciais, uma vez que eles previnem o supercrescimento de microrganismos. Por isso, são também chamados de microbicidas.

Alguns desses conservantes são sensibilizantes bem conhecidos e causam dermatite alérgica de contato 1, Metilcloroisotiazolinona/metilisotiazolinona (MCI/MI), denominado como Kathon CG ®, é um conservante numa combinação 3:1 que foi introduzido nos anos 80 para aplicações industriais.

Casos de dermatite alérgica ocupacional já estavam sendo relatados em 1985. Metilisotiazolinona (MI) como um conservante isolado foi introduzida em produtos industriais nos anos 2000, e em produtos comerciais em 2005 2, Os primeiros casos de dermatite alérgica de contato causado por MI foram relatados em 2004, e o primeiro relato de alergia de contato a MI relacionado a produtos cosméticos foi publicado em 2010 3,

Desde então, o uso continuado de MI como um conservante em cosméticos, produtos químicos industriais e domésticos tem resultado num aumento sem precedentes na prevalência de alergia de contato a MI na Europa, nos Estados Unidos e em diversas outras partes do mundo.

Os dados referentes ao Brasil se referem apenas à associação MCI/MI. No entanto, também mostram uma tendência de elevação da sensibilização 4, Até muito recentemente, a alergia às isotiazolinonas, como um grupo, estava sendo diagnosticada por teste de contato na bateria padrão com o Kathon CG ® (MCI/MI), numa combinação 3:1, em preparação aquosa a 0,01%.

Isso ocorria tanto no Brasil quanto em outras partes do mundo. Entretanto, evidências demonstram que o uso da combinação é insuficiente para diagnosticar alergia a MI isoladamente. Atualmente, considera-se essencial a presença da MI (em solução aquosa na concentração de 0,2%) na bateria padrão 2,

O presente estudo objetiva levantar os dados que demonstram a importância dessa substância na etiologia da dermatite alérgica de contato, assim como alertar os especialistas sobre o correto diagnóstico dessa importante sensibilização. EPIDEMIA MUNDIAL? Dados publicados do Grupo Norte Americano de Dermatite de Contato (NACDG) evidenciam incremento marcante na prevalência de alergia às isotiazolinonas nos últimos 4 anos.

Nesse trabalho realizado com 4.860 pacientes, houve reações positivas à MCI/MI em 6,3% dos pacientes e 10,7% à MI isolada no período de 2013-2014. Esse valor é significante estatisticamente se comparado à positividade de 5% à MCI/MI no período de 2011-2012 (p = 0,011) 2,

A Clínica Mayo publicou um levantamento de sua própria bateria padrão no período de 2011-2015. Foram 2.582 pacientes testados. Grande enfoque foi dado às 15 substâncias com maior índice de positividade. A MI ficou em segundo lugar, ficando atrás apenas do sulfato de níquel. E a associação MCI/MI ficou na décima posição, mostrando também grande relevância 5,

Em 2017, foi publicado estudo multicêntrico prospectivo conduzido em 11 centros de 8 países europeus. Nesse estudo foi incluída a MI, em solução aquosa à 0,2%. Nesse grande estudo, um total de 205 indivíduos tiveram testes positivos a essa substância entre 3.434 participantes (6,0%) 3,

Ressaltamos que dentre os pacientes positivos à MI, 31,3% tiveram teste negativo à associação MCI/MI. Recente estudo realizado na Turquia mostrou uma alta prevalência de alergia de contato à MI e MCI/MI (8,9%). Estudos prévios no mesmo país mostravam um índice de sensibilidade de menos de 1% 6, Na Croácia, alergia de contato à MI foi constatada em 13,2% de 798 pacientes testados.

Da mesma forma que em outros estudos, alergia de contato à MI foi considerada ter relevância clínica atual em aproximadamente 90% dos indivíduos positivos 7, Estudo feito em Bangcoc mostra o aumento progressivo de sensibilidade à MCI/MI ao longo do período do estudo. Produtos Para Quem Tem Alergia A Kathon Cg Figura 1 Teste positivo a metilcloroisotiazolinona/metilisotiazolinona (MCI/MI) comparado com formaldeído, quaternium-15 e parabeno mix, de janeiro de 2010 a junho de 2014, em Bangcoc8 A Austrália parece ter experimentado a mais alta prevalência de alergia a MI relatado na literatura.

  1. Foi observado um pico de positividade de 20,3% dos testes em 2015.
  2. No entanto, a frequência de sensibilização tem diminuído a partir de então, mas permanece ainda alta em 2017 (11,4%).
  3. Especula-se que a razão para essa diminuição possa estar relacionada a progressiva retirada de MI de produtos, notadamente de lenços umedecidos 9,

Dados nacionais, em estudo retrospectivo, mostraram 11,4% de sensibilização a MCI/MI durante o período de 2009-2012, contrastando com período prévio de 2006-2009 (3,35%) 4, Importante ressaltar que no período do referido estudo, ainda não se dispunha no mercado nacional da MI isolada para teste de contato.

  1. INTENSIDADE DA REAÇÃO, COEXPOSIÇÃO E REATIVIDADE CRUZADA Alergia à MCI e alergia à MI são entidades distintas.
  2. MCI é uma substância sensibilizante mais potente e se usada em combinação, a MCI é provavelmente o sensibilizante primário mais frequente.
  3. Embora reatividade cruzada entre a maioria das isotiazolinonas tenha sido demonstrada experimentalmente, a melhor evidência sugere que grande parte da sobreposição na reatividade observada nos testes de contato resulta de coexposição, e não de reatividade cruzada propriamente dita.

A despeito da MCI ser sensibilizante mais potente, MI apresenta reações mais intensas nos testes. Isso é demonstrado pela clássica curva de dose-resposta. A concentração de MI quando testada à 0,2% é 80 vezes maior do que a concentração de MI quando a combinação MCI/MI é testada a 0,01%.

  • Especula-se que o atual aumento nas alergias às isotiazolinonas decorre provavelmente da ação do MI como sensibilizante primário 2,
  • ASPECTOS CLÍNICOS Dermatite alérgica de contato à MCI/MI e MI geralmente manifesta-se como eczema crônico ou subagudo decorrente do padrão de exposição diária a esses alérgenos.

Há predominância feminina da alergia de contato à MCI/MI em alguns estudos, sugerindo que as mulheres com mais de 40 anos sejam predominantemente afetadas. Já em relação à alergia à MI, a variação de idade é ampla, sendo inclusive relatada em lactentes pelo uso de lenços umedecidos 1,

  • No estudo europeu, na alergia à MI isolada, as mulheres foram predominantes (69,8%) e a média de idade foi de 47 anos.
  • Interessante notar que 23,4% tinham dermatite atópica prévia ou atual 3,
  • Em estudo brasileiro avaliando MCI/MI, as mulheres foram mais afetadas.
  • Em relação à raça, reações positivas foram igualmente observadas em caucasianos, negros e mulatos 4,

Embora reações possam aparecer em qualquer parte do corpo, o eczema é frequentemente observado na face por causa da exposição a produtos cosméticos. Dermatite de pálpebras pode usualmente ser relacionada a produtos específicos para uso local ou até mesmo à armação de óculos 10,

Mais raramente, uma resposta eczematosa aguda pode se assemelhar a angioedema. Esses alérgenos podem também causar urticária e dermatite de contato na face por aerossóis em indivíduos sensibilizados que permaneçam em ambientes recém-pintados 11, O diagnóstico nessa situação é facilmente perdido, a menos que especificamente indagado durante a história clínica 12,

As mãos são também frequentemente afetadas, aonde a apresentação pode mimetizar dermatite por irritação crônica. Diversos relatos de casos têm implicado um brinquedo infantil em forma de gel, feito em casa, denominado “slime” (contém MI). Deve ser considerado como importante diagnóstico diferencial em eczema de mãos na infância.

Normalmente, o quadro típico mostra hiperemia e descamação na ponta dos dedos 13, porém formas mais graves de eczema podem ocorrer 14,15, Dermatite axilar é relatada por MI presente em desodorantes, na qual as pregas cutâneas dessa região facilitam a penetração e sensibilização, de modo similar ao que ocorre na região anogenital 1,

Eczema perianal causado pela exposição à MCI/MI e MI em lenços umedecidos é bem reportada 16, Uma das primeiras recomendações feita por generalistas em casos de prurido anal é iniciar o uso de lenços umedecidos para melhorar a higiene. Embora possa resolver o problema original, isso introduz ingredientes que são alérgenos de contato em potencial, tais como a MI.

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Se uma dermatite de contato se desenvolve, o médico e o paciente, não sabendo que a fonte do prurido modificou-se, aumentam o uso de lenços e se desenvolve um ciclo vicioso 17, “Dermatite do sofá” é classicamente devida à substância dimetil fumarato, mas outras isotiazolinonas em produtos de couro podem causar eczema grave e recorrente após o contato com o couro do sofá 18,

Casos afetando mais de um local no corpo, além de reações graves e mais generalizadas, podem se dever ao efeito cumulativo do uso de vários produtos contendo MI 1, FONTES DE EXPOSIÇÃO Em termos de produtos ao consumidor, essas substâncias são encontradas em cosméticos e produtos de higiene pessoal (“rinse-off” e “leave-on”) tais como géis, sabões, shampoos, condicionadores, filtros solares, desodorantes, cremes hidratantes e demaquilantes 1,19,

Lenços íntimos e lenços umedecidos usados em lactentes são fontes conhecidas de MI 17, Elas estão também presentes em produtos de limpeza, tais como detergentes, removedores de manchas, soluções de limpeza de janelas, removedores de gordura e odorizadores ambientais 1, Isotiazolinonas, especialmente MI e também a benzisotiazolinona (BIT), são largamente usadas como conservantes em tintas.

Estudo multicêntrico, encontrou MI em 93% e BIT em 95,8% das tintas comercializadas na Europa. Compreensivelmente, o risco de sensibilização à tinta afeta não somente os pintores e trabalhadores de fábricas de tintas, mas também usuários domésticos 20,

CONSIDERAÇÕES FINAIS A bateria padrão brasileira é constituída por 30 substâncias. Ela foi desenvolvida e padronizada pelo Grupo Brasileiro de Dermatite de Contato, com resultados publicados em 2000. O mesmo grupo mais tarde desenvolveu outra bateria com outros antígenos denominada de cosméticos. Porém, nessas baterias apenas encontramos a associação MCI/MI, não existindo o conservante MI isoladamente 21,

Em 2015, o Colégio Ibero Latino-Americano de Dermatologia propôs uma bateria mais ampla, contendo 40 substâncias, com a finalidade de aprimorar o diagnóstico da dermatite de contato e uniformizar uma bateria comum aos países da América Latina 22, Essa bateria contempla os dois compostos, a associação MCI/MI e a MI em veículo aquoso, na concentração de 0,2%, conforme trabalhos internacionais.

  • Porém, essa bateria ainda não está comercializada em nosso meio.
  • Assim, estudos mostrando a realidade dos nossos pacientes com os produtos comercializados no Brasil são essenciais.
  • Alertamos que devemos estar atentos a esse importante conservante, e salientamos que a associação MCI/MI pode não diagnosticar casos de alergia à MI.

Apesar dessa substância isolada não se encontrar na bateria padrão brasileira, a pesquisa da sensibilização por essa, é fundamental. REFERÊNCIAS 1. Latheef F, Wilkison SM. Methylisothiazolinone outbreak in the European Union. Curr Opin Allergy Immunol.2015;15(5):461-6.2.

Zirwas MJ, Hamann D, Warshaw EM, Maibach HI, Taylor JS, Sasseville D, et al. Epidemic of Isothiazolinone Allergy in North America: Prevalence Data From the North American Contact Dermatitis Group, 2013-2014. Dermatitis.2017:28(3):204-9.3. Schwensen JF, Uter W, Bruze M, Svedman C, Goossens A, Wilkinson M, et al.

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La Forgia M, Cannavó A, Fortunato L, Infante L, Kvitko E, Russo JP; Sociedad Argentina de Dermatologia. Consenso “Dermatitis por Contacto”. Buenos Aires; 2015.

Quais produtos contêm cobalto?

Os alimentos que mais contêm cobalto são nozes, vegetais folhosos, cereais, chocolate, café, peixes e manteiga. A vitamina B12 é encontrada em carnes e derivados do leite, porém, a ingestão diária de 2,4 μg dessa vitamina contém apenas 0,1 μg de cobalto.

Como saber se o produto tem kathon CG?

  • HÁ PESSOAS QUE DESCOBREM QUE TÊM ALERGIA AO CONTATO COM PRODUTOS QUE CONTENHAM KATHON CG.
  • Esta sensibilidade alérgica pode originar-se progressivamente (por exposição constante a baixas concentrações) ou abruptamente (por acidente).
  • O QUE É KATHON CG?

É uma mistura registrada de duas substâncias do grupo isotiazolinonas (metilcloroisotiazolinona + metilisotiazolinona) utilizada como conservante (antibacteriana e antifúngica) em cosméticos, produtos industriais e produtos domésticos. Cuidado: Dificilmente na bula estará escrito o nome Kathon CG e sim seus compostos descritos acima.

É um conservante de amplo espectro de ação antimicrobiana, incolor e inodoro contido em cosméticos, produtos de cuidados pessoais e produtos de limpeza doméstica. Do ponto de vista toxicológico, o Kathon CG, foi classificado como irritante primário, apesar de ter seu um uso frequente. É possível encontrar nos rótulos seus sinônimos como GROTAN, EUXIL ou ISOTIAZOLINA.

É um sensibilizador potente e um frequente alérgeno. Produtos que permanecem na pele como hidratantes e maquiagens, produzem mais reações do que aquelas que são removidas como géis de banho ou shampoos. As pessoas com dermatite atópica são os que possuem maior risco à sensibilização ao Kathon CG, entretanto qualquer individuo pode desenvolver dermatite de contato a este produto.

  • As lesões cutâneas como eczema, feridas e escoriações são frequentes podendo apresentar intensa coceira e descamação.
  • Os locais mais acometidos são mãos e face (principalmente lábios e pálpebras).
  • DE OLHO NO RÓTULO: É importante revisar os rótulos dos produtos e descartar aqueles que contenham Kathon CG, tanto em casa quanto no trabalho.

Acaso não entenda o rótulo pois pode estar em inglês ou com nomes dos compostos químicos a DICA é ligar no SAC – Serviço de Atendimento ao Consumidor e questionar se existe este componente no produto. Lista de Sinônimos: A mesma mistura de isotiazolinonas pode ser encontrada sob diferentes nomes comerciais:

  • 2-Metil-4-isotiazolin-3-ona;
  • 5-Cloro-2-metil-4-isotiazolin-3-ona;
  • Acticida;
  • Alguns CH50;
  • Amerstat 250;
  • Euxyl K 100;
  • Cl-Me-isotiazolinona;
  • Fennosan IT 21;
  • Grotan K;
  • Grotan TK2;
  • GR 856 Izolin;
  • Kathon 886;
  • Kathon CG;
  • Kathon DP;
  • Kathon LX;
  • Kathon UT;
  • Kathon WT;
  • MCl / Ml;
  • Mergal K7;
  • Metat GT;
  • Metatin GT;
  • Metilclorooisotiazolinona;
  • Metilisotiazolinona;
  • Mitco CC 32 L;
  • Paretol;
  • Paermetol DF 35, -DF 12, -A 23, -K 50, -K 40;
  • P3 Multan D;
  • Piror P109;
  • Especial Mx 323
  1. Onde é encontrado o KATHON CG?
  2. É amplamente utilizado em sabões, limpadores, cremes protetores e em muitos setores profissionais:
  3. COSMÉTICOS: cremes hidratantes, maquiagem, pó, autobronzeamento, protetores solares, maquiagem, sombras para os olhos, máscaras, shampoos, sabonetes líquidos, condicionadores de cabelo, géis, toalhetes e outros produtos para beleza e cuidados com a pele.
  4. PRODUTOS INDUSTRIAIS: fabricação de papel, fluidos utilizados na metalurgia, água para refrigeração, sistemas de ar condicionado, emulsões de látex, corantes, tintas, adesivos, fluidos de raios-x.
  5. PRODUTOS DOMÉSTICOS: produtos de limpeza doméstica, produtos para limpeza de piscinas, tintas para uso doméstico, etc.
  6. Existem no mercado produtos livres dessa substância, é importante consultar o alergista/imunologista para avaliação e prescrição corretas.

– : ALERGIA AO KATHON CG – SAIBA MAIS!

Asked By: Owen Evans Date: created: Dec 07 2023

O que é kathon

Answered By: Gabriel Rodriguez Date: created: Dec 08 2023

Resumo Fundamentos Kathon CG, combinação de metilcloroisotiazolinona e metilisotiazolinona amplamente empregada como conservante em cosméticos, produtos de limpeza doméstica e produtos industriais, como tintas e colas, tem emergido como importante agente sensibilizante na dermatite alérgica de contato.

Objetivos Este estudo avaliou a reatividade a essa substância em pacientes submetidos ao teste epicutâneo no Instituto de Dermatologia em Bauru, São Paulo, de 2015 a 2017, e sua correlação com outros conservantes, atividade profissional desempenhada e localização das lesões relatadas pelos pacientes.

Métodos Os pacientes foram submetidos a testes epicutâneos com a bateria padronizada pelo grupo brasileiro de estudo em dermatite de contato. Resultados Entre os 267 pacientes testados, 192 (71,91%) apresentaram positividade a pelo menos uma substância e 29 (15,10%) apresentaram reação positiva ao Kathon CG, entre esses o sexo feminino foi predominante (n = 27); a principal atividade profissional foi a de limpeza (17,24%), seguida pelas áreas de estética (13,79%) e saúde (10,34%).

  • Os alérgenos mais prevalentes foram o sulfato de níquel (56,3%), seguido por cloreto de cobalto (23,4%), neomicina (18,2%), bicromato de potássio (17,7%), thimerosal (14,5%), formaldeído (13,2%), parafenilenodiamina (9,3%) e perfume mix (8,3%).
  • Limitações do estudo Não temos dados de pacientes submetido ao teste epicutâneo uma década antes deste estudo, para certificarmos se a sensibilização ao Kathom CG tem ascendido.
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Conclusão Alta positividade ao Kathon CG corrobora os recentes achados da literatura, sugere maior atenção à concentração desta substância usada em cosméticos e produtos de uso doméstico. Palavras‐chave: Aditivos em cosméticos Dermatite alérgica de contato Hipersensibilidade tardia Testes cutâneos Texto Completo Introdução A dermatite alérgica de contato (DAC) é um processo inflamatório mediado por mecanismos imunológicos que apresenta impacto socioeconômico significativo, 1 uma vez que constitui importante causa de consultas dermatológicas e mesmo de afastamento dos pacientes de suas atividades, com grande repercussão na qualidade de vida e impacto ocupacional.

A gama de alérgenos clinicamente relevantes, os quais podem ser substâncias orgânicas e inorgânicas, naturais ou sintéticas, tem crescido especialmente nos países mais industrializados. Além disso, fatores relacionados ao estilo de vida também influenciam na ocorrência da DAC. Até 1995 estimava‐se que tínhamos no meio ambiente ao redor de seis milhões de substâncias químicas.

Dessas, cerca de três mil já foram citadas na literatura médica como sensibilizantes de contato, 30 delas seriam responsáveis por 80% das ocorrências de DAC.1,2 A prevalência da DAC por um determinado antígeno depende do seu potencial sensibilizante, além da frequência e do tempo de exposição a ele.

Assim, o perfil de sensibilização de uma determinada população muda constantemente à medida que a presença e exposição aos sensibilizantes alteram‐se com o tempo.3 Vários estudos salientam a importância da identificação da substância que em contato com a pele pode desencadear um quadro de DAC.4–6 Nesse contexto, trabalhos recentes têm mostrado aumento na sensibilização à substância comercialmente denominada Kathon CG ou Euxil K100, 7,8 combinação de metilcloroisotiazolinona (MCI) e metilisotiazolinona (MI).

Segundo Geier et al., 9 esse incremento seria devido ao aumento da sensibilização ao componente MI. A combinação MCI/MI, composta de três partes de metilcloroisotiazolinona e uma parte de metilisotiazolinona, é amplamente usada como conservante na concentração 0,0015% (15 ppm) em cosméticos, produtos de limpeza doméstica e produtos industriais, como tintas e colas, no Brasil.

Na bateria de teste padrão a substância é empregada na concentração de 0,5% em vaselina.4 Os dados do grupo americano de DAC de 2009−2010 revelaram uma frequência de 2,5% de sensibilização ao MCI/MI entre 4.032 pacientes testados. A frequência global de pacientes sensibilizados permaneceu constante em torno de 2,1% de 1998−2009, mas aumentou para 3,9% em 2011.9–11 No Brasil, Scherrer e Rocha, 7 em 2014, demonstraram aumento da positividade ao MCI/MI de 2009−2012, no qual 11,14% dos pacientes mostraram positividade a essa substância, contrastando com 3,35% de positividade de 2006−2009.

Uma vez que a DAC devido ao Kathon CG (MCI/MI) é uma dermatose relativamente comum em adultos em fase produtiva e estudos têm demonstrado que a frequência de positividade a esse composto tem aumentado, consideramos relevante fazer um estudo retrospectivo dos resultados do teste de contato ( patch test ) feito em pacientes atendidos no Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru (SP) para avaliar a magnitude do problema nesse serviço.

Casuística e método Foi efetuado um estudo retrospectivo baseado nos resultados dos testes epicutâneos feitos no serviço de imunologia do Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru (SP) em pacientes com hipótese diagnóstica de DAC ou outra reação de hipersensibilidade tardia com impacto cutâneo considerando‐se o período de janeiro de 2015 e junho de 2017.

Os seguintes parâmetros foram avaliados: sexo, idade, atividade profissional, localização das lesões e frequência de sensibilização aos elementos testados. As substâncias testadas pertencem à bateria padrão preconizada pelo Grupo Brasileiro de Estudos em Dermatite de Contato (GBEDC‐1996), 4 fabricada pela FDA‐Allergenic/Immunothec (RJ, Brasil), composta por 30 substâncias ( tabela 1 ).

Em todos os casos, foram usados contensores do tipo Finn Chambers (Oy, Finland) e as leituras foram feitas em 48 e 96 horas de acordo com os critérios do International Contact Dermatitis Research Group (ICDRG) de 1981, segundo o qual: (‐) reação negativa; reação duvidosa; (+) reação fraca, com leve eritema e algumas pápulas; (++) reação de média intensidade, com eritema, pápulas e algumas vesículas; (+++) reação intensa, com eritema, pápulas e vesículas confluentes.

Não foram consideradas reações de irritação. Esses dados foram inseridos em uma planilha Excel® (Microsoft®), a partir da qual foi feita a quantificação e análise descritiva dos resultados. Teste não paramétrico de qui‐quadrado foi usado para análise comparativa das proporções em relação aos estudos do grupo brasileiro de dermatite de contato 4 e ao feito na Santa Casa de São Paulo durante 2006−2011.12 Foi usado um modelo de regressão logística binária para avaliar a associação da sensibilidade ao Kathon CG e o sexo e ocupação dos pacientes.

A concomitância de reações positivas a diferentes substâncias conservantes foi calculada com o teste exato de Fisher. O nível de significância adotado foi de p ≤ 0,05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru (SP) (número: 2 903 882). Resultados No período avaliado, 267 pacientes, com média de 43±16 anos, 191 (72,9%) do sexo feminino, foram submetidos ao teste alérgico de contato e, desses, 192 (71,91%) apresentaram positividade a pelo menos uma substância testada.

Segmento cefálico, inclusive cabeça, face e pescoço (44,79%), mãos (42,18%) e membros superiores (35,41%) foram os locais mais acometidos ( fig.1 ). Entre as substâncias testadas, a mais prevalente foi o sulfato de níquel (56,25%), seguido por cloreto de cobalto (23,43%), neomicina (18,22%), bicromato de potássio (17,70%), Kathon CG (15,10%), thimerosal (14,58%), formaldeído (13,02%), parafenilenodiamina (9,37%) e perfume mix (8,33%), conforme demonstrado na tabela 2,

Quando comparadas as taxas de positividade às substâncias alérgicas entre os grupos de pacientes avaliados por nós e aqueles estudados pelo grupo brasileiro de dermatite de contato (2000) e pelo grupo da Santa Casa de São Paulo (2006–2011), encontramos concomitante diferença significante de positividade aumentada para oito substâncias, as que apresentaram maior positividade foram sulfato de níquel e cloreto de cobalto ( tabela 3 ).

Entre os 29 pacientes que apresentaram reação positiva ao Kathon CG 93,10% eram do sexo feminino ( fig.2 ). As partes do corpo mais acometidas pela DAC nos pacientes sensíveis ao Kathon CG foram: mãos (58,6%), cabeça, face e pescoço (48,3%), seguidos pelos membros superiores (44,8%).

  • A atividade profissional mais prevalente foi a de limpeza (17,24%), seguida da área estética (13,79%) e saúde (10,73%).
  • Entre os dois indivíduos do sexo masculino com teste positivo a essa substância um era pedreiro e o outro trabalhava em indústria de cosméticos.
  • Por meio de regressão logística binária verificamos que a positividade ao Kathon CG está relacionada ao sexo feminino (OR = 9,7; 95% IC: 1,3 a 76,9); entretanto nenhuma associação com ocupação foi observada neste estudo.

Com relação à resposta obtida na leitura deste teste, identificamos 65,5% de pacientes com possível relevância ao Kathon CG, devido à positividade estar associada ao uso do material pelo paciente. Ao avaliar outras substâncias conservantes testadas na bateria padrão, encontramos, entre os 192 pacientes que reagiram ao teste epicutâneo, positividade de 13,02% ao formaldeído, 4,21% ao Irgasan, 2,60% ao parabeno e 2,08% ao quartenium 15.

  1. No entanto, com relação à concomitância, verificamos 27,58% de positividade ao formaldeído entre os pacientes reativos ao Kathon CG, a qual foi estatisticamente significante (p = 0,0304) e 6,89% de positividade a cada um dos outros conservantes.
  2. Discussão O Kathon CG é atualmente uma das causas mais frequentes de alergia de contato a conservantes devido ao seu amplo e generalizado uso, tanto na esfera privada como na vida profissional.8,9 Nesse contexto, nosso trabalho verificou alta positividade a essa substância (15,10%) nos pacientes testados, o que está de acordo com um estudo retrospectivo feito no Brasil que mostrou 11,14% de sensibilização para MCI/MI de 2009–2012, contrastou com o período anterior (3,35%).7 Isso talvez decorra do uso largamente difundido dessa substância em cosméticos e produtos domésticos no Brasil.

Os cosméticos são produtos de uso contínuo, que eventualmente podem desencadear reações de hipersensibilidade em indivíduos geneticamente pré‐dispostos, porém a alergia não pode ser justificada apenas por fatores genéticos, é multifatorial.13,14 Assim, a maior ocorrência de positividade ao Kathon CG no sexo feminino pode ser explicada pela sensibilização decorrente do uso frequente de cosméticos, como observado no estudo de Pónyai et al.

(2016).15 Desde a introdução do MCI/MI na década de 1980, 1,16 esse produto manifestou‐se como um potente sensibilizador, impôs a diminuição da concentração máxima em cosméticos para 15 ppm.4 A frequência de sensibilização manteve‐se estável na Europa entre 1% a 4% 17 e na Espanha entre 3% e 4% 18,19 até 2008.

Desde então a frequência de sensibilização duplicou e alcançou 8% em 2012 na Espanha.20 Nossos dados mostram um cifra ainda mais elevada de sensibilização (15,10%). O local do eczema é de grande importância. Assim, a dermatite na face está geralmente relacionada com cosméticos e das mãos com fatores ocupacionais.21 Nosso estudo confirma tais dados em relação ao MCI/MI, apresenta como localizações mais frequentes as mãos, seguidas pela região da cabeça e pescoço, o que sugere a exposição a agentes causadores de alergia como xampus, cremes, produtos de limpeza (detergentes, removedores de manchas e amaciantes de roupa).

Cabe aqui mencionar que o MCI/MI também está presente em fluidos metalúrgicos, tintas de parede, lacquers, tintas de impressora e colas, 22 o que poderia justificar as fontes de sensibilização do paciente cujos locais acometidos eram braço e mãos e a profissão de pedreiro. Quanto à faixa etária dos pacientes (média de 43±16 anos) é concordante com período de maior atividade profissional da população.

Isso demonstra a necessidade de maior conscientização por parte da população empregada e empregadora quanto ao acompanhamento das alergias ocupacionais, seus riscos e prejuízos em longo prazo. No presente estudo também foi comparada a alergia de contato do MCI/MI às reações apresentadas às outras substâncias conservantes presentes no teste epicutâneo.

  1. Assim, o que reforçou nossos achados, que mostram a concomitância entre as substâncias MCI/MI e formaldeído (p = 0,0304), o estudo feito por Statham et al., 23 bem como no estudo de Pontén et al., 24 tem mostrado associação entre alergias de contato a essas substâncias.
  2. A concomitância de testes positivos a esses elementos ocorre, na maioria das vezes, por cossensibilização, devido à exposição simultânea a diferentes materiais que contêm esses elementos.
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Nesse sentido, nossos achados refletem o comportamento do consumidor em relação aos cosméticos, bem como aos produtos de limpeza doméstica.25,26 Vale aqui ressaltar que MCI/MI e formaldeído também estão presentes em ambientes de trabalho e a sensibilização a esses agentes pode causar dermatite de contato ocupacional, às vezes por exposições inesperadas, como o caso de um dos pacientes do gênero masculino, cuja atividade profissional é a construção civil, na qual poderia entrar em contato com tinta à base de água, laca e produtos para polimento de madeira.

A partir da correta identificação dos componentes dos cosméticos e dos produtos industrializados desencadeantes das alergias, o paciente deve ser adequadamente orientado em relação ao nome químico da substância, sinônimos e produtos nos quais ocorre sua presença e principais formas de evitar a exposição.

Conclusão Nossos resultados mostram alta positividade ao Kathon CG e apoiam os recentes achados da literatura. Além do mais, sugerem maior atenção à concentração usada do composto MCI/MI em cosméticos, bem como em produtos destinados ao uso doméstico.

Suporte financeiro Nenhum. Contribuição dos autores Eliane Aparecida Silva: Análise estatística; elaboração e redação do manuscrito; participação efetiva na orientação da pesquisa. Marcia Regina Miras Bosco: Obtenção, análise e interpretação dos dados; participação efetiva na orientação da pesquisa. Rejane Rojas Lozano: Obtenção, análise e interpretação dos dados.

Ana Carla Pereira Latini: Análise estatística; aprovação da versão final do manuscrito; obtenção, análise e interpretação dos dados; revisão crítica do manuscrito. Vânia Nieto Brito de Souza: Aprovação da versão final do manuscrito; revisão crítica da literatura; revisão crítica do manuscrito.

  1. Conflitos de interesse Nenhum.
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High rate of sensitization to Kathon CG, detected by patch tests in patients with suspected allergic contact dermatitis. An Bras Dermatol.2020;95:194–9. Trabalho realizado no Instituto Lauro de Souza Lima, Bauru, SP, Brasil. Copyright © 2020. Sociedade Brasileira de Dermatologia

Quais os alimentos que contêm bicromato de potássio?

Os principais produtos que contêm o dicromato de potássio são: cosméticos (pigmento de máscara de cílios), agentes anticorrosivos, adesivos e colas,baterias, anilina violeta, borrachas, caixa de fósforos (a parte da lixa), cerâmica, cimento, detergentes, esmalte verde e etc.

Asked By: Sean Patterson Date: created: Aug 27 2023

O que é Methylisothiazolinone no cabelo

Answered By: Albert Davis Date: created: Aug 27 2023

Existem diversos conservantes no mercado de cosméticos. Fernanda Gomes fala sobre dois tipos de substâncias que podem ser perigosas para a saúde.5/3/2022 2 min de leitura Produtos Para Quem Tem Alergia A Kathon Cg Unsplash Siga-nos no Existem diversos conservantes no mercado de cosméticos. No vídeo desta semana, a médica dermatologista Fernanda Gomes fala sobre dois tipos de substâncias que podem ser perigosas para a saúde. Em uma série de vídeos, tenho falado por aqui sobre os ingredientes de alguns produtos cosméticos que estão no mercado e dos quais toda pessoa atenta devia passar bem longe.

É claro que essa é a minha opinião, baseada na minha experiência e nas evidências científicas disponíveis, e sempre haverá discussões controversas, mas toda posição em defesa da saúde é bem-vinda e deve ser respeitada. Methylisothiazolinone (MIT) e methylchloroisothiazolinone (CMIT) são conservantes com ação bactericida, muito usados em substituição aos parabenos,

Fala-se muito em parabenos, e alguns parabenos são realmente ruins, mas MIT e CMIT são piores do que os piores parabenos. Confira mais informações no vídeo: 

O que é Carbamix?

Carba – Mix. Definação: Difenilguanidina, dietilcarbamato de zinco, dibuticarbamato de zinco.

Asked By: Charles Hughes Date: created: May 02 2023

Quem tem alergia a cobalto pode comer alimentos com vitamina B12

Answered By: Henry Edwards Date: created: May 03 2023

Existe alguma contraindicação para a suplementação? – A suplementação de B12 é contraindicada quando o indivíduo apresenta alergia (ou hipersensibilidade) à cobalamina ou ao cobalto, que está presente em sua molécula. Também não devem suplementar quem tem doença de Leber, que já apresenta níveis de cobalamina elevados por conta da condição.

Qual vitamina tem cobalto?

O cobalto, em pequenas quantidades, é um nutriente essencial para os mamíferos, incluindo o ser humano, e a forma essencial é a cobalamina, um componente da vitamina B12 usada no tratamento de anemia. Estudos com animais mostrou que o cobalto causou câncer quando colocado diretamente no músculo ou sob a pele.

Onde pode ser encontrado o timerosal?

Resumo – O timerosal é um derivado orgânico mercúrico encontrado no Brasil em soluções oftalmológicas e em algumas vacinas. Na maioria dos estudos, apesar de ainda exibir altos números, a sensibilidade ao timerosal não apresenta relevância clínica atual.

Neste trabalho, foram pesquisados 184 produtos brasileiros, sendo 151 medicamentos tópicos e 33 vacinas, nos quais se encontrou a presença do timerosal em apenas três soluções oftalmológicas e cinco vacinas. Palavras-chave: Conservantes farmacêuticos; Dermatite alérgica de contato; Dermatite de contato; Timerosal Para ver o artigo na íntegra é necessário logar-se utilizando os dados da SBD (Sociedade Brasileira de Dermatologia) ou dados de Assinante dos ABD (Anais Brasileiros de Dermatologia) no formulário acima.

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Para que serve o Methylchloroisothiazolinone?

Methylisothiazolinone é um conservante que também pode ser encontrado em xampus, produtos de cuidados da pele e maquiagens. Ele ajuda a manter a qualidade e o desempenho de um produto ao longo do tempo.

Quem tem alergia a parabenos?

Os parabenos são exemplos de substâncias que podem acarretar efeitos indesejáveis no organismo por promoverem sensibilização e processos alérgicos na pele como dermatites de contato, promotores da adipogênese, desregularização endócrinas, exposição ao feto e há até alguns relatos de câncer de mama, podendo ainda ter

O que é Carbamix?

Carba – Mix. Definação: Difenilguanidina, dietilcarbamato de zinco, dibuticarbamato de zinco.

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